
Seleção de café por meio de inteligência artificial
Bruno Pereira de Oliveira desenvolveu uma patente que pretende identificar os tipos especiais da bebida por meio de processos físicos
Teve origem na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), fundada em 1954, pelos Prof. Sergio Mascarenhas Oliveira e Yvonne Primerano Mascarenhas, inserido em seu departamento de física, vindo a se tornar, em 1971, o Instituto de Física e Química de São Carlos (IFQSC) em virtude da reforma universitária. Com o desdobramento do IFQSC em 1994, temos a criação do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) que conhecemos hoje.
Criado em 1982, pelo Prof. Jarbas Caiado de Castro Neto, tem como objetivo desenvolver diversas atividades de pesquisa envolvendo óptica e lasers nos mais diversos campos científicos. Para que suas pesquisas e objetivos fossem alcançados, foram criados com o tempo laboratórios especializados na criação da aparelhagem necessária, tais como a Oficina de Óptica, e mais pra frente o LIEPO e LAT. Com o avanço nas pesquisas feitas pelo grupo, este foi se dividindo em partições dentro do mesmo, para foco e ênfase em áreas diversas da óptica, dentre eles podemos citar a Fotônica e o LLA (laboratório de lasers e aplicações). Além disso, frutos também desses avanços, diversas empresas tiveram sua origem no Grupo de Óptica, nascendo e crescendo pelas suas pesquisas, para enfim se separarem e se tornarem independentes, virando empresas hoje tanto nacionais como internacionais.
Criada em 1984, pelos esforço coletivo dos então membros do grupo de óptica, tem como principal objetivo o apoio aos grupos de pesquisa e laboratórios do IFSC através da criação e manutenção de dispositivos ópticos, ajuda que não se limita aos projetos no IFSC, ao longo dos anos, a Oficina vem também dando apoio a grupos fora do IFSC, como empresas e indústrias na área de óptica no Brasil.
Com sua criação em 1995, vindo de uma separação do grupo de óptica, se dedicou ao estudo de novos materiais com possíveis aplicações tecnológicas, para isso utiliza das mais diversas técnicas de espectroscopia óptica; com também um grande interesse em desenvolvimento de instrumentação.
O LIEPO (Laboratório de Instrumentação Eletrônica) tem como objetivo dar suporte a todos os laboratórios de pesquisa, integrando as tecnologias que são necessárias, e quando requisitado, desenvolvendo desenvolvendo seus próprios dispositivos, no caso de aplicações personalizadas onde os produtos comerciais são suficientes O laboratório desenvolve uma vasta gama de circuitos, como controladores de laser de diodo, controles de VCO´s para moduladores acusto-ópticos, amplificadores de alta corrente para chaveamento de bobinas, etc.
No ano de 2003, três docentes do antigo grupo de óptica (Prof. Sergio C. Zilio, Prof. Maximo S. Li e Prof. Cleber R. Mendonça) liderados pelo Prof. SC Zilio criaram o grupo de Fotônica com o intuito de realizar e focar em projetos de pesquisas relacionados à óptica não linear. Em 2005, foi abordado de forma mais ambiciosa a pesquisa de impulsos laser ultracurtos, lidando com a formação de impulsos e o manuseio coerente da interação luz-matéria, abordando as necessidades de estudo nesta área. Em 2008 com o ingresso do Prof. Lino Misoguti, esta área de pesquisa ganhou ainda mais força, além de ser iniciado uma linha de pesquisa em altos harmônicos; Mais adiante, no mesmo ano, em decorrência dos bons estudos alcançados em espectroscopia de óptica não linear e pulsos de laser ultracurtos, foi iniciado um investimento em microusinagem e microfabricação a laser fs. O grupo de fotônica obteve outro crescimento em suas pesquisas quando o Prof. Luis G. Marcassa ingressou ao grupo no ano de 2010, trazendo consigo o laboratório de interações atômicas, com o objetivo de se entender a interação entre átomos aprisionados a frio (átomos de Rydberg frios e átomos atômicos heteronucleares).
Criado em 2001, com o objetivo de desenvolver a ciência básica e aplicada, assim produzindo avanços tecnológicos na área do conhecimento da óptica, sabendo trabalhar com extrema eficiência a colaboração inter e multidisciplinar com outras grandes faculdades além de outras instituições nacionais e estrangeiras. Hoje em dia, o grupo conta com mais de 300 pessoas, realizando com a mesma seriedade, pesquisas básicas, pesquisas aplicadas, inovação tecnológica e difusão de ciências. Junto a isso, para auxiliar no desenvolvimento de pesquisas e evolução tecnológica, o CEPOF criou o LIEPO e o LAT, para dar o suporte necessário em suas pesquisas, sendo ambos mais que essenciais para o avanço em pesquisas e tecnologia, tais como as diversas patentes conquistadas pelo CEPOF durante seus 24 anos de existência.
Juntamente com o LIEPO, que cria e auxilia nos equipamentos para pesquisa, o LAT – Laboratório de Apoio Tecnológico, tem foco no desenvolvimento de dispositivos e teste de princípios para uso de óptica em ciências da vida, com o objetivo de desenvolver uma forte atividade de inovação e interação com as empresas. Com mais de 30 alunos fazendo doutorado no campo da Biofotônica, uma área emergente e multidisciplinar do CEPOF, a demanda por instrumentos específicos que permitem os estudos é bastante grande, e o LAT encontrou através desses instrumentos um meio de produzir inovação trazendo uma interação direta do CEPOF com empresas inovadoras.
Criado em 2016, pelo Prof. Jarbas o LIO²A (Laboratório de Inovações Optronicas para Oftalmologia e Agricultura) desenvolve pesquisas inéditas e de alto impacto, utilizando técnicas de óptica nas áreas de oftalmologia e agricultura, duas importantes áreas atualmente
Criada em 1985, nascida do sonho de seus fundadores, membros do IFSC São Carlos, foi a primeira empresa do hemisfério sul a produzir um laser(laser HeNe(hélio-neônio), logo em seguida fabricou o primeiro leitor de código de barras para supermercado, que foi posteriormente vendido para uma grande empresa na área de automação. Com uma enorme e vasta produção, indo desde filtros azuis e refletores odontológicos, até equipamentos médicos-oftálmicos, com o Microscópio Cirúrgico, totalmente desenvolvido na OPTO e exportado para o mundo, além de ser pioneira na fabricação de lentes antirreflexo para óculos. Mais adiante, com seus avanços, a OPTO iniciou os primeiros projetos de componentes com qualidade aeroespacial, como laser para sistemas militares e participação na produção das câmeras dos satélites sino-brasileiros CBERS 3, CBERS 4 e Amazônia 1.
Fundada em 1998, foi uma das primeiras empresas que nasceu do grupo de óptica, fruto das pesquisas e inovações, se tornou uma empresa que se destaca pela aplicação de tecnologias de última geração.
Fundada em 1998, aplicando ciência com base em sua tecnologia, projetou no mercado equipamentos ópticos e opto-eletrônicos de precisão, mais adianta, se especializando em sistemas eletrônicos, lançando equipamentos a base de LASERS, sendo a primeira empresa brasileira a introduzir no mercado um fotopolimerizador com fontes de luz LED
Criada em 2000, hoje tornou-se uma das maiores indústrias do setor na América Latina, exportando para mais de 26 países, tendo como objetivo elevar o padrão de qualidade dos dispositivos de apoio e diagnóstico na área da medicina.
Fundada em 2008 possui um dos mais avançados parques fabris de lentes da América Latina para produção de lentes de óculos, se destacando na vasta linha de lentes que são produzidas, tais como produtos de EPI, lentes para o público gamer, um linha de lentes esportivas e lentes para daltónicos
Fundado em 2008, é uma empresa spin-off da UNICAMP e do CEPOF, que visa oferecer ferramentas e soluções em tecnologia óptica e fotônica em todas as áreas. A empresa começou desenvolvendo lasers Ti:Sapphire e eletrônicos relacionados para aplicações científicas, logo após, recebeu diversas bolsas para outras pesquisas envolvendo lasers, fontes de radiação THz, trabalhos com THz entre outras bolsas destinadas ao desenvolvimento e avanço nesta área.
Empresa com foco na produção de componentes ópticos de alta qualidade, com suas bases na experiência e conhecimento técnico dos fundadores, provenientes do IFSC, atua a mais de 15 anos nesse mercado com uma vasta variedade de lentes, prismas e espelhos.
Fundada por engenheiros que faziam parte do Grupo de Óptica do IFSC da USP em São Carlos, entrou no mercado em 2009, a partir de um projeto aprovado pela Fapesp, conquistando arquitetos com suas soluções criativas e eficientes. Pouco tempo depois os pesquisadores se desvincularam da USP, mas mantiveram o compromisso com a inovação. E os resultados não demoraram para aparecer. Em poucos anos, a empresa conquistou 10 vezes o prêmio de design de produto da Abilux(Associação Brasileira da Indústria de Iluminação)
Criada a partir da história pessoal de Diego Lencione, estudante de física no IFSC, juntamente a Flávio Paschoal Vieira e José Augusto Stuchi, tem foco em empregar a física, a Eletrônica e a Computação para tornar a saúde visual mais simples, conectada e inteligente, desenvolvendo assim o Eyer, um retinógrafo portátil que visa auxiliar no combate à deficiência visual grave e à cegueira.
Esta startup, surgiu em discussão entre o Prof. Jarbas e o Bruno Pereira no ano de 2023. No qual uma problemática sofrida no mercado de café, que é a subjetividade de análise de cafés crus e a sua correlação de qualidade. Com isso, a empresa embarcou em um projeto de desenvolvimento de busca do seu primeiro produto em uma parceira junto com a USP.